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Meditação do Primeiro Sábado na Catedral da Sé

 

Terceiro mistério doloroso:

A coroação de espinhos de Nosso Senhor

Mons. João S. Clá Dias

 

Passamos agora à nossa meditação do primeiro sábado.

Nossa Senhora em Fátima, além da comunhão, da confissão,  do terço do Rosário, Ela pôs como condição para se lucrar os privilégios do primeiro sábado, que se fizesse também uma meditação de quinze minutos pelo menos, a propósito de um dos mistérios do Santo Rosário.

E na seqüência, hoje nos cabe meditar sobre a coroação de espinhos de Nosso Senhor Jesus Cristo. Nós, portanto, vamos nos dirigir a Nossa Senhora pedindo graças especiais para bem fazer esta meditação.

Ó Mãe Santíssima, que assististes a Paixão de vosso Divino Filho, Vós que com os vossos olhos de Mãe, de Mãe perfeita, perfeitíssima, de Mãe terna, de Mãe carinhosa, de Mãe cheia de amor e adoração por vosso Filho; ó Mãe, neste momento em que nós nos propomos a cumprir com este quesito do primeiro sábado, meditando sobre um dos mistérios do Rosário — e hoje nos cabe a coroação de espinhos de vosso Divino Filho — ó Mãe Santíssima, nós Vos pedimos que obtenhais deste mesmo Jesus flagelado, coroado de espinhos, chagado, que este mesmo Jesus conceda por vosso intermédio, por vossa intercessão as melhores graças: graças de dor, graças de sofrimento, graças pelas quais tenhamos, no fundo de nossa alma, as mesmas dores, os mesmos sofrimentos, guardadas as devidas proporções, que Vós tivestes neste momento. Nós queremos participar das dores de Jesus, queremos participar de vossas dores, ó nossa Mãe!

Nós vos pedimos a graça de compreender a profundidade deste ato que foi realizado com o Vosso Filho, a Coroação de Espinhos; o quanto ele está relacionado com a minha vida, com minha existência, o quanto este ato fez com que neste dia três de abril de 2004 eu estivesse nesta catedral, rezando diante de Vós, e meditando a Paixão de Vosso Filho para desagravar o Vosso Sapiencial e Imaculado Coração!

Que esta meditação Vos sirva de amparo e proteção naquele momento, dado que a oração tem efeito retroativo. Nós Vos pedimos que esta oração, esta meditação, seja aceita por Vós em desagravo ao Vosso Imaculado Coração, pelas ofensas que Jesus e Vós sofríeis naqueles momentos.

Nós Vos pedimos, ó Mãe, que nossa meditação seja acompanhada por graças especialíssimas, pelos anjos, pelos bem-aventurados e, sobretudo, por Vós.

E coloquemo-nos diante da cena; cena terrível, porque nós estamos diante de quem? De Jesus, que é rei de fato, Ele é Rei, porque a pessoa dele é Divina, Ele é Deus! Ele é a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade. Sendo a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, o máximo título de rei Ele possui. Qual é esse título de rei que Ele possui? É ser Deus: ele é Deus, Eterno, Omnipotente, Omnipresente, Omnisciente: Ele é Deus, e, portanto, é Rei!

Além disso, Ele é rei por direito de sangue, porque, de fato, Ele é descendente de David, Ele é o pretendente ao trono. O trono caberia a Ele, rei por ser Deus, rei por ser o pretendente ao trono; rei por conquista, porque depois de tudo o que ele havia feito, depois da própria Flagelação Ele já era rei, pelo fato de ter conquistado o título, ainda que não fosse Deus, ainda que não fosse o pretendente ao trono. Um homem, que tenha feito o que Ele fez, merecia bem o título de rei.

Este que é o Criador, este que é o Redentor. Este, apanhado, é preso e entregue aos algozes para ser flagelado, e, se já não bastasse, esses maldosos soldados o vestem de rei. Arrancam as suas roupas, e conseguem uns trapos vermelhos, uns trapos purpúreos quaisquer — sabe-se lá de que soldado eram aqueles trapos — e  o vestem, mal e mal, com aquele trapo que certamente era desprezível. Se não bastasse, esses esbirros, de livre e espontânea vontade,  - Pilatos não ordenara isso – coroam Nosso Senhor de espinhos. Isso foi da própria iniciativa dos soldados. Tecem uma coroa de espinhos. Que espinhos deveriam ser aqueles para que pudessem servir de escárnio, pudessem servir de desprezo? Espinhos que são colocados na cabeça de Nosso Senhor Jesus Cristo, cabeça Sagrada, cabeça Sacrossanta, cabeça Divina. Ali é colocada essa coroa. E eles ainda vão dar golpes; tão terrível era a coroa, tão cheia de espinhos, que eles não usam as próprias mãos para ajustá-la à cabeça de Nosso Senhor Jesus Cristo, usam uma cana, um pedaço de pau, e dão golpes para fazer com que a coroa penetre ao máximo na cabeça dele. Se não bastasse,  ainda colocam uma cana, que deveria ser desprezível, risível; colocam-na na sua mão direita, para dar idéia de que Ele é “rei”. Mas não param nisso; eles ainda o esbofeteiam, ele cospem nele,  enchem Nosso Senhor Jesus Cristo de escarros. É possível um ódio mais satânico? É possível um sofrimento mais terrível da parte de Nosso Senhor? Ele aceita tudo isso com inteira humildade, e os soldados não param aí, continuam dizendo “salve ó rei dos judeus!” Deboche atrás de deboche.

Essa cena me faz considerar o grande ódio que existe contra o Bem, porque ali estava o Rei, ali estava o Criador, ali estava Deus. Por que esse ódio? Esse é o ódio que às vezes passa pela alma de um e de outro. Quanto ódio ao bem existe no mundo de hoje! Quanto delírio no mundo de hoje, de desejo de destruir o bem, de desejo de destruir a verdade, de desejo de destruir a virtude. Quantos crimes, quantos horrores; quantos pecados não são cometidos com esta sanha de ódio ao bem? Eu devo me perguntar aqui se esses homens que coroavam Nosso Senhor de espinhos deixaram de existir, ou se eles continuam a existir, e se eles existirão até o fim do mundo. A reação deles é a reação de alma daqueles que aderem ao mal, abraçam-se ao mal e inteiramente. Eles são conseqüentes, porque, ou nós somos partidários do bem, da santidade e da virtude com entrega total, ou então este é o caminho que leva à plenitude da prática do mal.

Aí temos, nesta cena, o Bem por excelência, o Bem por substância, a Santidade por substância. Não é que em Jesus havia santidade, havia bem; Ele é a Santidade, Ele é o Bem. E aí nós temos o ódio ao Bem,  o ódio à Santidade.

Bom momento para eu me perguntar se durante a minha vida não passei por momentos, por situações nas quais eu mesmo não tive certo ódio ao Bem. Quando diante de mim alguém recebe uma graça especial, ou é assistido pela Providência de uma maneira toda ela pródiga, e eu vejo alguém que é muito mais feliz do que eu, e eu invejo  -  a inveja traz, no fundo, um ódio ao bem que está no outro -  eu participo de alguma maneira deste horror que fazem os soldados contra Nosso Senhor Jesus Cristo coroando-O de espinhos. Minhas invejas, minhas comparações, meu orgulho... Eu, quando me sinto como uma princesa descida não sei de que astro, ou um todo poderoso capaz de tudo, e sinto que eu sou mais do que Deus, e aceito este sentimento errado, às vezes próprios das minhas paixões, eu, no fundo, estou tomando uma atitude como a desses algozes, coroando Nosso Senhor de espinhos.

Mas, vamos imaginar nessa cena alguém que, por acaso, passasse pelo pretório e visse Nosso Senhor Jesus Cristo Flagelado. Esse alguém poderia não ter o ódio que tinham aqueles soldados. Mas poderia participar de alguma coisa deste ódio. De que forma? Sendo surdo. Surdo, porque Nosso Senhor Jesus Cristo está ali sofrendo, rezando, pedindo, oferecendo o sofrimento dele até pelos algozes. Ele está passando aqueles tormentos todos, e oferecendo-os  por aqueles que estão judiando dele, aqueles que o estão maltratando, aqueles que estão usando de seu poder para torná-lo um verme. Ele, todo misericórdia, está sofrendo por eles. Ele oferece para que eles sejam beneficiados, para que eles se convertam e  entrem no Céu junto com Ele.

Passa alguém de fora e não ouve a voz de Nosso Senhor no fundo do coração, como também os algozes não ouvem; eles se fazem surdos. Quantas vezes em minha vida Jesus não falou no meu interior? Quantas vezes eu não vi atos, gestos, atitudes de outros assistindo a uma liturgia, assistindo a uma cerimônia? Quantas e quantas vezes Jesus não me convidou a ser humilde como Ele? Quantas e quantas vezes Nosso Senhor não me convidou a fazer companhia a Ele nessa hora do sofrimento? Nós estamos entrando na Semana Santa. Com que espírito entro eu a comemorar os sofrimentos e tormentos de Nosso Senhor? Nós assistiremos desde a prisão até a morte e até a Ressurreição de Nosso Senhor. Com que espírito eu vou acompanhar? Será que eu não estarei fazendo o papel destes que são indiferentes, que são surdos à voz de Nosso Senhor?  Esses são os tais que se a gente dissesse: “esse aqui não é católico”, ou “este aqui não é cristão”, ele se ofenderia; mas na hora de fazer companhia a Nosso Senhor, ele foge, e deixa Nosso Senhor inteiramente só.

O não querer converter-se, o não querer abandonar aquele pecado, aquela ocasião, aquela amizade que me faz mal e me leva para o inferno, tudo isto é querer ser indiferente à coroação de espinhos de Nosso Senhor, ser indiferente à Paixão de Nosso Senhor.

Nesse momento de nossa meditação, Nossa Senhora olha para o fundo de nossos corações e nos convida, Ela mesma, a levarmos a sério esta coroação de espinhos de Nosso Senhor, do Divino Filho dela. Que aqui nesta hora, já, façamos o propósito firme: eu vou cortar com tal amizade, eu vou acabar com tal pecado, eu não quero saber mais de tal circunstância que me leva a pecar, eu vou abandonar este meu capricho...

E há outros que, de fato, querem seguir a Nosso Senhor. Ali está um leproso que foi curado por Ele, um cego que está vendo, e assistindo àquela cena, ali está um surdo que está ouvindo as chibatadas todas que caem sobre Nosso Senhor. Mas é possível que façam o papel de sensatos — sensatos! — eles acompanharam Nosso Senhor a partir do momento em que foram curados. “A lepra me abandonou, e eu, agora, não abandonarei este homem nunca, jamais! A cegueira como que se evaporou de minha face, e eu estou enxergando,  eu hoje vejo! Jamais abandonarei este Senhor! Este é para mim a luz de meus olhos. Eu o seguirei sempre”. Aí está um paralítico também, que agora está andando. Ele era paralítico, o outro era surdo.  Qantos curados não podiam estar ali diante desta cena. Se eles não quisessem ser santos, se eles não quisessem ser inteiramente perfeitos e abandonar todas as suas misérias, nesta hora eles diriam: “É, Ele é muito bom, mas foi imprudente. Ele não deveria ter dito estas coisas assim aos fariseus, não deveria ter dito estas coisas aos escribas; foi demais; veja agora o que aconteceu! A gente não pode, não pode ser tão exagerado. Ele que era tão bom, exagerou. Que pena!” E não adeririam a Nosso Senhor nesta hora tão trágica!

Quantas e quantas vezes eu  recebo uma graça excelente. Por exemplo, a minha primeira comunhão. Recebo graças excelentes, por exemplo, no dia de meu casamento. Recebo graças extraordinárias numa cerimônia de que participo. Fico tocado por aquelas coisas todas sobrenaturais. A graça me torna sensibilizado, me torna enlevado por tudo aquilo — está bem — e ali eu faço o propósito: “Ai, meu Deus! Nunca mais vos abandonarei, aqui está o caminho da felicidade”. Entretanto, quando chega a hora do sofrimento, qual é a minha reação?

Eu, quantas vezes não fugi da dor, do tormento, e abracei a felicidade, felicidade fugaz. Na hora em que eu peco, eu não estou, no fundo, fazendo o que fariam estes curados diante de Nosso Senhor? A atitude deles, antes da coroação de espinhos de Nosso Senhor Jesus Cristo, a atitude verdadeira seria esta:

 Oh! Meu Jesus, Vós que por minha causa, por causa dos pecados da humanidade, por causa dos pecados de todos nós, permitis que vossa fronte sagrada seja coroada de espinhos, que o sangue de vossa sacrossanta cabeça escorra pela vossa face para reparar os pecados de pensamento — maus pensamentos — os pecados de desejo, de sensualidade, Vós, que assim estais, me convidais, Senhor, a ser como Vós. Eu farei uma guerra contra a minha sensualidade, contra o meu mundanismo. Eu não quero saber mais de nenhuma concessão, nem sequer complacência, porque eu quero ser um soldado, eu quero ser uma filha vossa, eu quero estar unido inteiramente a Vós — eu quero ser vosso. E, portanto, eu, na hora desta meditação, faço este propósito, e propósito firme de ser coroado convosco, de receber em mim os tormentos que Vós estais recebendo, arrancando de meu interior todos os delírios de minha paixão.

 

***

 

E vamos rapidamente ao Ecce Homo.

Pilatos se assustou, Pilatos ficou horrorizado, porque ele tinha entregado Jesus aos soldados,  mas não imaginava que eles iriam além da flagelação, colocar-lhe uma coroa de espinhos. E não imaginou também que eles iriam exagerar a flagelação. A figura de Nosso Senhor estava completamente desfeita. Ela já não parecia o mesmo. Nosso Senhor tinha perdido a sua figura, a sua fisionomia. Dele diz a Escritura: “Eu não sou um homem, sou um verme e não  um homem”. Ele está transformado num verdadeiro verme.

Pilatos se assusta; ele é sentimental, ele é o juiz, ele é o governador. Nas mãos dele está o libertar a Jesus ou matá-lo. Ele usa da lei do sentimentalismo, e apresenta Nosso Senhor daquela maneira, desfigurado, ao povo, para que também o povo talvez fique impressionado como ele, Pilatos, e talvez tome a mesma atitude dele, e resolva soltar Nosso Senhor. Jesus tinha ainda um resto de vida. Estava mais morto que vivo, mas ainda vivia. Quem sabe conseguiria ele, através do sentimento, fazer com que Nosso Senhor, aparecendo diante do público, o convencesse a soltá-lo? Pilatos tinha diante de si quem? Deus! Mas ele julgava que estava sozinho diante de sua própria consciência.

Quanta lição para mim nesta cena! Porque eu, muitas vezes, quero interpretar a Lei de Deus com base no sentimento. A Lei de Deus é fixa. A Lei de Deus nos foi dada no Monte Sinai, ela foi impressa no fundo de nossas almas, e ela é eterna. Quando a lei diz “não matarás”, quando a Lei diz “não roubarás”, quando a Lei diz “não pecarás contra a castidade”, não significa que numa época se pode matar e em outra época não. Não significa que numa época se pode roubar e em outra época não. Não significa que em uma época pode-se pecar contra a castidade e em outra não. Não se pode pecar contra Deus nunca. Mas eu, às vezes, pode ser que reaja como Pilatos, e a Lei de Deus se transforma para mim num sentimento: desde que eu ame, desde que eu estime, desde que eu tenha sentimentos, tudo posso fazer.                Mentira!, mentira! E eu, muitas vezes, julgo que estou sozinho. Eu estou dentro de Deus. Nós não devemos nos esquecer do que dizia Santa Teresa: que ela se arrepiava quando  pensava que, quando pecamos, pecamos de dentro de Deus. Nós estamos sempre na presença de Deus! Pilatos estava na presença de Deus. Mas não é só Pilatos, todos nós! Loucura  julgar que estamos sós quando pecamos. Loucura  pensar que com sentimento tudo isso se resolve. As paixões desenfreadas levam a esta cena da coroação de espinhos e do Ecce Homo.

Mas Pilatos fica impressionado com a reação do povo. E Pilatos está com um problema de consciência que ele julga que  vai resolver sozinho.

Jesus. Vamos contemplar Jesus nestes últimos minutos que nos restam. Jesus, pedra de escândalo. Jesus é o amado e o odiado.

Esta cena nos mostra o ódio que Ele causa. Em outras cenas nós veremos o amor que ele provoca, que Ele produz, o amor arrebatador. É o Bem total, o Bem supremo, o Bem por excelência, o Bem Substancial.

Diante da Verdade, diante do Bem não se tem uma terceira posição. Ou se ama ou se odeia. Pilatos tentou criar uma situação por onde ele ficava equidistante do bem e do mal. Ele tem a posição de neutralidade, de quem manda vir água para lavar as mãos. E ele lavou as mãos. Mas essas mãos foram lavadas por fora e não por dentro. Por dentro estava o crime sendo cometido por ele, que é o crime que cometem aqueles que procuram tomar em relação ao bem, em relação à religião, uma atitude de indiferença, uma atitude de meio termo, atitude daqueles que procuram desfigurar a religião para que ela possa ser aceita. É o que fez Pilatos. Desfigurou Nosso Senhor para ver se Ele poderia ser aceito pelo povo.

Quantas vezes nós mesmos não apresentamos nossa religião desfigurada para ver se ela assim pode ser mais aceita. Não, Jesus deve ser apresentado tal qual Ele é, não O desfiguremos.

E Pilatos é o exemplo característico do respeito humano. Nosso Senhor está ali sofrendo tudo com a sua divina benevolência, com o seu divino propósito de redimir o gênero humano. Ele sofre por Pilatos, Ele sofre por todos os algozes, Ele sofre pelo povo, Ele sofre por nós, Ele sofre por mim. E eu sou um Pilatos quando faço apostolado, sou um Pilatos quando procuro apresentar a verdade a outros? Será que eu não deformo a minha religião? Eu sou honesto com a minha consciência, honesto com o meu chamado? Ah! esta coroação de espinhos de Nosso Senhor quanta lição me traz!

E é por isso que, com o coração todo pervadido de sentimento de dor, de sentimento de arrependimento, de compulsão, comovido o meu coração, eu me volto a Maria Santíssima e mais uma vez eu peço a Ela:

 Minha Mãe, aceitai esta meditação em desagravo ao Vosso Sapiencial e Imaculado Coração pelas ofensas destes algozes, de Pilatos, do povo, de todos os pecadores de toda a humanidade pelas ofensas que — oh! horror — eu mesmo cometi contra Vós e contra Ele.

Minha Mãe, aceitai esta meditação em desagravo de tudo isso, e vos imploro: derramai as Vossas mais copiosas bênçãos, as graças mais eficazes obtidas de Vosso Divino Filho para que eu jamais perca diante de meus olhos, diante de minha consideração, que eu jamais perca esta imagem de Jesus coroado de espinhos para mostrar-me o quanto eu devo ser humilde, o quanto eu devo ser puro, o quanto eu devo ser casto, o quanto eu devo combater em mim estas inclinações, estas paixões que me levam a cravar mais um espinho, e mais um espinho, e mais outro espinho na sacrossanta cabeça de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Minha Mãe, dai-me a graça de ser santo como Vós,  de ser santo como Ele.  

ASSIM SEJA!

OBS: Homilia adaptada à linguagem escrita, publicada sem conhecimento e/ou revisão do autor. Meditação na Catedral da Sé (04/04/2004).

 

 

Pe. João Clá Dias

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